Em janeiro, eu comecei a assistir à primeira temporada da série 24 Horas (ou 24, como foi originalmente nomeada). Infelizmente, fiquei cerca de seis meses sem assistir o resto da série, parando no décimo episódio, mas recentemente voltei a assistir. Tô gostando muito, mas não é exatamente da série que eu quero falar.
Veja bem: Pra mim, Jack Bauer é um cara de fora da realidade. Ele faz 24 horas parecerem uma eternidade pela quantidade de coisas que ele consegue fazer nesse tempo. Lógico que é pura ficção, mas me fez pensar no tempo que eu tenho pra gastar ultimamente.
Minha noção de tempo vem se alterando com o passar dos anos. Parece que até 2008 os anos passaram devagar, com calma, a passos de tartaruga. Em 2009, o primeiro semestre passou um pouco mais rápido. Mas não tanto. Deram as férias, e o segundo passou ainda um pouco mais rápido. Nada demais, também. Mas então vieram mais férias e o começo de 2010. Esse parece estar disputando uma maratona, correndo o mais rápido possível pra chegar ao fim. Já vai começar o segundo semestre, tem um vestibular no fim do ano e eu não sei como eu já estou aqui, nem como eu vou lidar com esse tempo-lebre nesse semestre que está por vir.
É coisa demais pra se fazer agora. Enquanto eu estiver relaxando, o meu concorrente vai estar estudando. Ou pelo menos é o que os professores costumam dizer. E eu tenho que dormir. Que perda de tempo, dormir! Um mal necessário. Pense em quantas coisas você poderia estar fazendo enquanto dorme. E mesmo assim eu não tenho conseguido dormir menos que 9 ou 10 horas por dia. E a falta de atenção? É, eu acho que sou o mestre da falta de atenção. Já me peguei fazendo as mais diversas coisas no meio da aula, no meio do exercício, no meio do livro que eu estava lendo. Cantando uma música, desenhando no caderno, pensando naquela série que eu tenho que baixar. Pensando numa idéia totalmente nova pra uma história que eu queira escrever e já fazendo um rascunho. Pensando no que eu vou fazer quando chegar em casa ou no que eu vou fazer quando eu terminar o que estiver fazendo. E que horas eu vou terminar o que eu estou fazendo? Não sei, já se passou uma hora desde que eu comecei e eu não cheguei nem na metade do que eu esperava. Ou eu perdi o que o professor estava falando. Ou eu não copiei aquela anotação importantíssima que ele colocou no quadro. Mas também isso varia: se for na escola, depende da aula. Matemática é campeã em desviar minha atenção. Se eu prestar atenção demais fico com sono. Sinto muito, professor, se o senhor estiver lendo isso, mas minha relação com os números é um pouco complicada. Depois do ensino médio, me despeço das matérias exatas com grande alegria. Se eu estiver em casa, minha atenção vai escapar de mim quando eu estiver lendo aquele assunto importante. Aquele que eu precisava entender direito e quando eu voltar pra aquela mesma página eu nem vou lembrar que tinha lido. Se for matemática em casa, a atenção prega em mim, mas eu resolvo cinco questões e travo na sexta. Ou na quinta mesmo. Às vezes até já na segunda. Fico emperrado nela por um tempo enorme e desisto de vez de estudar. E quando eu vejo, depois disso tudo, já acabou o dia. O que eu fiz? Provavelmente pouco, muito pouco. De vez em quando eu consigo fazer muitas coisas num dia só. E o que eu tenho que fazer? Dormir. Isso aí. Vou precisar de tempo redobrado de estudos agora, mas eu sei que vou acabar desviando minha atenção com outra coisa. E eu não vou parar de fazer as outras coisas que eu sempre faço. Pirar com os estudos não adianta de nada. Mas as horas que eu tinha acabaram, e enquanto eu aprendi algumas poucas e úteis coisas naquele dia, Bauer já escapou dos policiais, evitou um assassinato e salvou mais umas três pessoas. Jack Bauer, precisamos da sua fórmula.
P.S.: Se você leu isso até aqui, parabéns pela paciência. Nem sei por que eu tô postando isso. Primeiro porque eu tô de férias, estudos são um assunto que eu prefiro esquecer, só por enquanto. Esqueci de dizer que as férias passaram rápido também. Perdi muito tempo dormindo, pra variar. Segundo que é pessoal demais, não gosto de ficar falando disso tão abertamente. Mas é pra isso que existe esse blog, então eu vou tentar me acostumar com a idéia. Segunda já voltam as aulas, e vamos a mais tentativas de vencer as 24 horas que nós temos pra usar.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
sexta-feira, 28 de março de 2008
Dá-lhe, Pelé!
Depois de 3 anos sem aparecer, quando lançaram o single All I Need em 2004, a banda norte-americana Matchbox Twenty fez uma pausa de 3 anos, quando voltou no ano passado com o álbum Exile On Mainstream, precedido pelo muito bem sucedido More Than You Think You Are. E logo que voltou, já lançou o primeiro single: How Far We've Come. E não demorou muito, o clipe já tava passando sem parar no TVZ.
O clipe é uma seleção de vários acontecimentos e pessoas importantes que passaram pelo mundo. Começa com um solo de bateria e a imagem em preto-e-branco, com a banda tocando em um palco que em muito se assemelha ao do Live Earth. Depois, começam a ser mostradas cenas mais antigas, como a chegada do homem à lua e a campanha de candidatura do falecido ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.
Depois, a imagem passa a ser a cores e são mostradas imagens de acontecimentos mais "recentes", como a queda do muro de Berlim, quando eles aparecem cantando em frente a um pedaço do mesmo, o Live Aid, o Live Earth, personalidades como a princesa Diana, Al Gore, Hillary Clinton, Barack Obama e Pelé. Isso mesmo, o rei do futebol aparece no clipe do Matchbox em jogo, dando um chute e, apesar de não mostrar, a gente sabe que ele fez gol :D
E é isso que prova que o povo lá fora tem, sim, uma certa admiração pelo Brasil. Seja pela cultura, pela música, pelo futebol, ou só pelo Pelé mesmo, o que importa é que eles admiram.
Mas, pra quem não liga pra o que eles pensam ou deixam de pensar da gente, ou não curte muito história, a música é bem legalzinha =)
How Far We've Come - Matchbox Twenty
O clipe é uma seleção de vários acontecimentos e pessoas importantes que passaram pelo mundo. Começa com um solo de bateria e a imagem em preto-e-branco, com a banda tocando em um palco que em muito se assemelha ao do Live Earth. Depois, começam a ser mostradas cenas mais antigas, como a chegada do homem à lua e a campanha de candidatura do falecido ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy.
Depois, a imagem passa a ser a cores e são mostradas imagens de acontecimentos mais "recentes", como a queda do muro de Berlim, quando eles aparecem cantando em frente a um pedaço do mesmo, o Live Aid, o Live Earth, personalidades como a princesa Diana, Al Gore, Hillary Clinton, Barack Obama e Pelé. Isso mesmo, o rei do futebol aparece no clipe do Matchbox em jogo, dando um chute e, apesar de não mostrar, a gente sabe que ele fez gol :D
E é isso que prova que o povo lá fora tem, sim, uma certa admiração pelo Brasil. Seja pela cultura, pela música, pelo futebol, ou só pelo Pelé mesmo, o que importa é que eles admiram.
Mas, pra quem não liga pra o que eles pensam ou deixam de pensar da gente, ou não curte muito história, a música é bem legalzinha =)
How Far We've Come - Matchbox Twenty
sábado, 22 de março de 2008
Apresentando: O Gato e sua história.
E lá estava eu, em plenas 23:30h dando uma passada pelo blog da minha irmã, quando veio aquela nuvem de pensamentos momentânea: era hora de voltar com um quarto blog, depois do fracasso dos meus outros três.
De antemão, digo que os blogs anteriores não foram um fracasso por falta de conteúdo. Não, foi o simples fato de que a preguiça (ah, a preguiça, sempre culpa dela) não me dava oportunidade para divulgar o blog. Só o CTRL+C, CTRL+V no subnick do msn e um "Visite!" ao lado. Nada mais. Na verdade, eu acho que até usava eles só pra testar minhas habilidades artísticas no photoshop (apesar de não possuí-las), fazendo layouts e mais layouts, atualizando o blog, às vezes, em quatro ou cinco versões diferentes, para que meus leitores fantasmas, ou até mesmo de carne e osso - se é que eles existiam - dessem uma passadinha lá e conferissem o trabalho novo.
Mas parece que dessa vez a coisa mudou: O Gato de Chapéu pode, sim, ter um futuro à sua frente.
Voltando à história do blog em questão, era hora de voltar com um quarto blog. Mas aí veio o primeiro desafio enfrentado por todos os blogueiros: Um Nome.
Sim, um nome. A necessidade enfrentada desde os tempos mais remotos para identificar os seres, vivos ou não. E foi a partir dessa necessidade que eu comecei a pensar no nome pro futuro blog. E pensei. E pensei. E pensei mais um pouco. Mas nada, nada chegava. Minha mente era um oceano em que se rema, rema, rema, e nada de terra à vista. Era uma daquelas horas que a gente pensa: "Caramba, cadê a criatividade quando a gente mais precisa dela?"
Mas foi aí que veio a luz: Era uma hora da manhã quando lembrei daquele velho livro infantil do Dr. Seuss: "The Cat In The Hat", cujo filme (O Gato) eu já vi umas dez vezes. Aí começaram a chover idéias no oceano do qual, agora, eu avistava uma pequena ilhazinha que seria onde encontraria a solução do meu problema. Os nomes mais estranhos e idiotas se passaram pela minha cabeça: O Tigre de Bengala, O Cachorro de Bigode (¬¬), e, é claro, O Gato de Chapéu. Segurei o último e não soltei, na esperança que, finalmente, houvesse encontrado o nome certo pro meu blog. Era como se eu tivesse encontrado um pedaço de madeira enquanto estava me afogando no meio daquele mar tempestuoso de idéias, nadado bastante, e chegado ao que aparentava ser uma ilha no meio do nada.
Bem, passado o momento filosófico - coisa rara de se acontecer - apresento-lhes a mim, a quem esteja à vontade pra chamar de O Gato de Chapéu.
E vamos ver se o blog vai mesmo durar.
De antemão, digo que os blogs anteriores não foram um fracasso por falta de conteúdo. Não, foi o simples fato de que a preguiça (ah, a preguiça, sempre culpa dela) não me dava oportunidade para divulgar o blog. Só o CTRL+C, CTRL+V no subnick do msn e um "Visite!" ao lado. Nada mais. Na verdade, eu acho que até usava eles só pra testar minhas habilidades artísticas no photoshop (apesar de não possuí-las), fazendo layouts e mais layouts, atualizando o blog, às vezes, em quatro ou cinco versões diferentes, para que meus leitores fantasmas, ou até mesmo de carne e osso - se é que eles existiam - dessem uma passadinha lá e conferissem o trabalho novo.
Mas parece que dessa vez a coisa mudou: O Gato de Chapéu pode, sim, ter um futuro à sua frente.
Voltando à história do blog em questão, era hora de voltar com um quarto blog. Mas aí veio o primeiro desafio enfrentado por todos os blogueiros: Um Nome.
Sim, um nome. A necessidade enfrentada desde os tempos mais remotos para identificar os seres, vivos ou não. E foi a partir dessa necessidade que eu comecei a pensar no nome pro futuro blog. E pensei. E pensei. E pensei mais um pouco. Mas nada, nada chegava. Minha mente era um oceano em que se rema, rema, rema, e nada de terra à vista. Era uma daquelas horas que a gente pensa: "Caramba, cadê a criatividade quando a gente mais precisa dela?"
Mas foi aí que veio a luz: Era uma hora da manhã quando lembrei daquele velho livro infantil do Dr. Seuss: "The Cat In The Hat", cujo filme (O Gato) eu já vi umas dez vezes. Aí começaram a chover idéias no oceano do qual, agora, eu avistava uma pequena ilhazinha que seria onde encontraria a solução do meu problema. Os nomes mais estranhos e idiotas se passaram pela minha cabeça: O Tigre de Bengala, O Cachorro de Bigode (¬¬), e, é claro, O Gato de Chapéu. Segurei o último e não soltei, na esperança que, finalmente, houvesse encontrado o nome certo pro meu blog. Era como se eu tivesse encontrado um pedaço de madeira enquanto estava me afogando no meio daquele mar tempestuoso de idéias, nadado bastante, e chegado ao que aparentava ser uma ilha no meio do nada.
Bem, passado o momento filosófico - coisa rara de se acontecer - apresento-lhes a mim, a quem esteja à vontade pra chamar de O Gato de Chapéu.
E vamos ver se o blog vai mesmo durar.
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